HQ e incentivo a leitura - Parte final (updated)
Pessoas queridísimas: Espero sinceramente que vocês, a esta altura do campeonato, não estejam achando essa questão boring to death. Mas, mesmo que estejam:-) dêm um desconto, certo? Pois tenho duas coisas maravilhosas para vocês, mas só depois de terminar esta série e .. ooooh! terminar aqui mesmo junto com o mês, certo? Tenho mais alguns (belos) depoimentos. Incluí dois.
Esta foi a pergunta principal, como (nem) todos já sabem:
“Você acha que história em quadrinhos (HQ) ajudaria as pessoas (principalmente os adolescentes) a lerem mais, (inclusive os clássicos, como Machado, Eça, e outros?)”
E aqui estão as respostas. Eu preparei um texto a respeito da questão em si, da situação editorial, comparei as edições populares, com as quatro obras er.. como se deveria dizer: ‘quadrinizadas’? (O neologismo existe já, ou…) “O Alienista“-Machado de Assis, “Memórias de um Sargento de Milícias“- rico e delicioso romance de Manuel Antônio de Almeida (que prima pela ridicularização do excesso emotivo e indispensável para quem quer saber a respeito do Rio de Janeiro Antigo e (na época) Imperial, e “O Cortiço“- Aloisio de Azevedo e mais A Relíquia - Eça de Queiroz - estes dois últimos altamente realistas/naturalistas) , mas, graças aos deuses, o abandonei, pois acho que eu só ia estragar tudo. Estou felicíssima de ter tido a idéia da enquete, aliás nem sei se a idéia é boa ou não, só sei que tive quase tudo, ao fazê-la. E, no fim das contas, convém não esquecer que isto é… um blog. Ri muito, muito, e muito logo com uma das primeiras respostas(e só Deus sabe o quanto eu preciso de uma folga e rir muito, muito, abençoados os que me fazem rir, porque tem muita gente irritante no mundo, não é?) e - engraçado - sabem que foi só a partir dessa engraçadíssima resposta que tive idéia de publicar?!? Pois foi. Aprendi demais, e me diverti imensamente com a correspondência trocada:-) Bom, nem vou falar mais. Asseguro que vocês irão rir no final e eu nem quero saber de mais nada. Só quero agradecer por ter amigos e colegas tão maravilhosos. E , uma vez que todos - à maneira do Monsieur Jourdain, no Bourgeois Gentilhomme, de Molière - somos filósofos ainda que sem nos dar conta, todos vão pressentir que nada é conclusivo, respostas são assassinas de perguntas. E o importante é sempre perguntar. Um beijo a todos. Ou melhor, a todos e a cada um, um beijo.
Comecemos, com as respostas, então:
1-”Maria Elisa.
Eu gosto sim de histórias em quadrinhos, desde a mais tenra meninice, e naquela época isto se chamava gibi. Uma alusão a um negrinho, que fora símbolo de uma revista em quadrinhos.Minha mãe não gostava não, destruía tudo que podia. Naquele tempo as casas tinham porões, e eu os escondia todos lá. Estragavam-se , claro, [...] Os personagens que eu mais gostava[..] Mandrake, o célebre mágico criado por Phil Davis e ? (esqueci o nome agora). Outro era o Miudinho, um gigante com jeito de criança. Outro era o Brazinha, como foi apelidado aqui no Brasil. Também adorava o Pererê do Ziraldo, falo naturalmente da primeira fase, do começo dos anos 60.
Sim, os quadrinhos podem, mas não garantem, fazer com que os leitores passem a leituras mais profundas. E as adaptações servem pra fazer esta ponte. Mas não garantem que o leitor se interesse por leitura sem ilustrações. É muito provavel mas não é garantido. De qualquer forma é uma porta pra cultura, pois quadrinhos nada mais é do que literatura gráfica. O que mais acredito é que quadrinhos não dão cultura geral, mas cultura visual. Cultura geral é só mesmo com a literatura, quadrinhos tem a profundidade de um pires, salvo as exceções de sempre.
beijoão.-.
João Antônio Bührer- do blog Grafolalia.
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2-”Acredito piamente nisso porque inclusive foi o que aconteceu comigo. Recentemente escrevi um post sobre os meus livros prediletos e lá eu falei que tudo começou com as HQ.”
Yvonne
E eis aqui o post no blog da Yvonne.
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3-”Tenho minhas dúvidas, quanto aos clássicos Machado, Eça, etc. Acho que não. Mas, para despertar o interesse, para formar público leitor com certeza, sim.”
Valter Ferraz -Perplexo Inside.
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4-“Acho que sim. Meu filho leu “A Metamorfose” de Kafka e outros livros, gostou deles e depois foi aos originais.
Milton Ribeiro, blog homônimo
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5-”Minha idéia, Meg
Gostava de Luluzinha, lá pelos 7,8,9….Depois Peanuts.
Não acho que quadrinhos vão incentivar o pessoal pra leitura. A linguagem dos quadrinhos é pá, a literatura é pá tac tigum e etc.
Misturar linguagens? Bom, mas quadrinhos com literatura? Só se for o Macunaíma.
Creio que a fruição só virá quando o adolescente entender a linguagem verbal, trabalho com isso dia e noite. Quando entender a linguagem de Guimaraes Rosa vão que vão….
Ilustrar sim, quadrinhos, eu acho que nada a ver.
Eu costumo representar durante as aulas….ler com sentimento. Mas isso no começo , depois largo. O negócio é encarar a primeira dificuldade da literatura. Só assim vão crescer como leitores.
Quadrinhos seria um torrão de açúcar na boquinha dos ursinhos.”
Rose Marinho Prado. ( Aliás vocês precisam ver como a Rose escreve, principalmente nos profiles que ela faz de si mesma, no Ourkut e mesmo nos scraps, eu morro, morro, várias vezes, de rir, sozinha ou claro, quando dá, acompanhada :-))) E vou fazer um post só com os perfis da Rose. É fantástico, pois ela não precisa mais provar nada, é professora- excelente- há bastante tempo.
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6- “Se os clássicos fossem apresentados aos leitores, talvez sim, quem gosta de quadrinhos gosta da história, além dos desenhos, só que clássicos não vendem em bancas a preço barato e bem expostos, se tiverem conhecimento dos livros, talvez leiam sim.”
Matilda Penna
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7 -“Sim. Meu filho se interessou mais por leitura depois de se apossar de minha coleção de gibis.”
Sandra Pontes.
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8- Não consigo imaginar os grandes escritores em quadrinhos de uma forma que chame a atenção do adolescente, mas tudo é possível. E eu não entendo nada de adolescentes. :)
Palpiteira
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9-- “acredito que sim, pois é uma forma fácil de leitura e faz todo sentido na nossa sociedade baseada em imagens.”
Thas Fabris
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10 - “não”
Deusa Italiana:-)
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11- - “Quanto à terceira pergunta, não sei se consigo ser coerente: a leitura dos quadrinhos é uma leitura rápida; a imagem ajuda o processo de captação de idéias Pode, sim, induzir a uma curiosidade maior em relação a obras literárias, mas não de modo absoluto Tudo depende da fomação que teve, dos hábitos que formou.”
Magaly C. Magalhães- Blog “Eu pensando”.
(Nota: É preciso esclarcer que a Magaly, como sempre, culta que é, fez um belo trabalho sobre as HQ -brasileiras. É tão interessante o trabalho que, se colocado aqui, fugiria à idéia central do que se quer - e merece ser publicado isoladamente.
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12 - “Querida pessoa querida. Boa noite! Respondendo às suas perguntas:
1. Na minha infância, entre 10 e 14 anos, e também até os 16 anos, eu li, devorei como uma traça, revistas em quadrinhos como O Guri, Globo Juvenil, Histórias Maravilhosas e muitas outras em voga nos anos de 1940 a 1950. Ao lado de Monteiro Lobato, Jules Verne, Alexandre Dumas, os livros de Coleção Terra Mar e Ar, de aventuras de capa-e-espada, os livros de Tarzã, as revistas em quadrinhos tiveram um papel importante na minha leitura e posso dizer que, por intermédio do hábito de lê-las é que descobri os outros livros como os de Machado de Assis que li todos com prazer. [...]
(Sim) Acredito que a história em quadrinhos pode ser um estímulo à leitura dos jovens, ainda hoje.
Antonio Augusto- que é tão “qu’rido” - meu adorável amigo lá do Orkut
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13 -:”Não sei. Talvez isso possa acontecer, se os desenhos forem apelativos. No entanto, acho que se corre o risco de, no caso dessa leitura não ser acompanhada, os adolescentes não tirarem proveito desse conhecimento com os clássicos
O’Sanji Lupuka - (Portugal), minha doce e linda O’Sanji. Obrigada, déa, diva;-)
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14-“Oi, Meguita querida,
“Claro que li, e muito, as HQ. Gibi Mensal, Globo Juvenil Mensal, e a grande expectativa dos imensos e os tão esperados albuns de final de ano; (preferidos)Tocha Humana e Centelha, Principe Submarino, o Namor, Fantasma Voador, que nunca vi voando, Quimix, Fisix e um outro que eu nem me lembro mais, Capitão América, Batman e Robin, Capitão Marvel, SuperHomem, e outros tantos,[...] Sem esquecer do Flash Gordon, seu Planeta Mongo, ….e tome recordações maravilhosas! [...] Claro que acho , achava e acharei, importante as HQ´s. Se elas não serviriam para um input na direção de Machado e outros, o que mais?
Claro, tendo uma mãe que aos sete anos leu Os Lusiadas, isso tambem ajudou.”
Este é o meu queridíssimo Fernando Cals (ele é arquiteto) e podem me acusar de não ter critérios na pesquisa, podem, pois é verdade, dâhn! - Imaginem se eu ia deixar de publicar tudinho que ele mandou com esses nomes lindões que deixaram meus olhos redondinhos e arregaladíssimosss de admiração por esses nomes que os senhoritos e as senhoritas (uhuuu!) não se lembraram. Ou nem devem conhecer . Agora eu posso impressionar os meus interlocutores, certo? afinal, como eu digo sempre: isn’t that what a blog is for? - Obrigada, Fernando. Eu esperaria uma eternidade e mais dois dias, querido;-).
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15--”Sou louca por história em quadrinhos. Desde criança, com a Turma da Mônica e Luluzinha, até hoje, com as graphic novels de Will Eisner e tudo que Neil Gaiman faz.
*Luluzinha é um clássico, a ingenuidade das suas histórias ambientadas no meio do século passado me cativa até hoje. Toda a saga de Sandman, que está de novo nas bancas, em edições de luxo. Minisséries como Moonshadow e V de Vingança, lançadas nos anos 90, são ótimas de ler até hoje. E de vez em quando eu leio turma da Mônica, só de farra.
3-Sem dúvida. Uma nova roupagem dá nova vida aos clássicos, que assustam sim por terem o peso desse rótulo, a linguagem rebuscada e outro tipo de narrativa, mais lenta. A adaptação dos clássicos para os quadrinhos, quando bem feita, só tem a acrescentar a quem lê.”
A minha figliola Telinha, a mais linda e inteligente do mundo
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Recebi também estas respostas, da Nanda, do Idade da Pedra, que tem um CV riquíssimo e é também criadora de HQ.
“Quadrinhos não são apenas para nos fazer rir ou contar aventuras; também podem nos fazer refletir sobre muitos outros temas ( Comportamento, História, Filosofia…). Acho que, encontrando material com apelo aos jovens, sim - os quadrinhos poderiam ser uma porta para a leitura.
Viram só:-p. Nanda, querida, perdoe por eu editar tão impiedosamente o seu belo depoimento e suas criações. O “marrow” da questão eu encontrei aí e escolhi publicar isso.
16--”Respondo a 3 com um sonoro SIM. A história dos quadrinhos ja provou que o gênero pode ser sofisticado com grandes idéias e referências. A linguagem nos quadrinhos e dos quadrinhos pode ser forte o suficiente para instigar, provocar o jovem a outros vôos da imaginação, poderosos, inigualáveis e surpreendentes que o estigma da qualidade literária proporciona.
Nelson Porto. (entendi tudinho; uma pena não poder colocar todas as suas respostas, querido)
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17 – “Acredito que ajuda mais as crianças do pré-escolar a se acostumarem com os rituais (tais como virar páginas) e com a disposição da informação.”
Eu acho que nosso querido James, disse não à maneira dele:-)
Então, agora podemos fechar com esses dois depoimentos:
18- Depoimento final:
“Olá:)
Eu adorava. Adorava mesmo ir em médicos e dentistas que tivessem revistinhas na sala de espera. Não sei se elas incentivam a leitura: eu lia tanto livros quanto revistinhas. Aprendi a ler aos 4 anos, portanto não me lembro muito bem dos meus primeiros anos de leitura.E pra mim eram dimensões separadas. Não sei muito hoje explicar como isso funcionava, pra falar a verdade. Porém acho que era importante, sim. Ler quadrinhos era muito rápido, portanto eu gostava especialmente em situações de espera, o que me mantinha sempre lendo. E havia em mais quantidade também, então eu podia pedir vários e ter sempre alguma novidade a mão. Eu não sentia reverência pelos quadrinhos, além do prazer de lê-los, e isso ajuda a eliminar o excesso reverência a qualquer leitura, o que eu acho importante para criar confiança no juízo particular a respeito do que se lê. Quadrinhos geralmente tinham humor, enquanto livros pra criança costumavam (pelo menos na minha época) ter um fundo moral mais evidente. O que é importante, acho, para o desenvolvimento do serzinho: ter senso de humor é sinal de inteligência, né não?
Depois tem a questão visual, eu achava um prazer ver os desenhos. Quadrinhos adicionam essa dimensão na crítica: você analisa tanto o texto quando to visual. Eu era fascinada por reproduzir os traços, imaginar como era possível fazer aqules desenhos, e além de ler as revistinhas eu tinha hobby de tentar desenhar igual, pra treinar….Eu gostava da turma da mônica. Achava os quadrinhos da disney muito confusos e prolixos, e achava o mickey especiamente chato. Gostava só do pato donald. Ódeo mortal ao gastão;) acho qeu sempre tive uma queda pelo lado loser da força…[...]“
Este é um trecho, apenas, é a minha amada Juliana que tem o texto literário mais cortante e forte de toda a blogosfera e olha que estou nela, daqui a alguns dias, entro no sétimo ano.
Ela é arquiteta, tem 25 28 anos e escreve como se tivesse, às vezes, a Idade da Humanidade.
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E agora, o texto final, que eu amei, do qual ri, ri, ri tanto, desculpem, não quero influenciar vocês, mas eu sou obrigada a dizer que esta resposta me fez rir muito, O autor diz que é a sério… Mas são abençoados os que me fazem rir… Parece que está faltando no mundo, coisas que, mesmo sérias, nos façam rir, não é?
Então, eu apresento a todos le grand finale:
Lord Broken-Pottery, que ‘reina’, eu disse ‘reina’ na blogosfera, pseudônimo do escritor Ricardo(Ramos) Filho, de tão nobre linhagem.
“Meg, querida,
É sempre um prazer responder a você. A questão, inclusive, me fez pensar, o que é bom.
Vamos às respostas:
1) Gosto um pouco das histórias em quadrinhos que já nasceram em quadrinhos. Embora não seja atualmente fã, li mais quando era menino, estou mais aberto àquelas que não são adaptadas. O Asterix, para dar um exemplo, me delicia, mas já nasceu quadrinho. Gosto do Fantasma, do… É até difícil lembrar exemplos. 2) Asterix, Obelix e Fantasma, sem dúvida.
3) Sou absolutamente contra. Considero adaptar clássicos para quadrinhos uma excrescência que deveria ser punida com pena de morte. É ato de mutilação da obra. Não acho que um adolescente leria mais Machado se lhe facilitassem o trabalho com HQs. Aliás acho que nada que é facilitado vale a pena. Sem suor não se consegue nada.”
Carlos, meu amigo, a quem fiz as perguntas, durante a elaboração de todos os posts, fez um aparente diálogo;-) (que também me fez rir) com Lord Broken-Pottery:
“He he. Eu não sou tão radical quanto o Ricardo, mas concordo que uma quadrinização, por si só, não vai fazer ninguém sair correndo para ler livros. E também sou contra a mania de “facilitar as coisas”. Mesmo porque uma coisa não substitui a outra.
No geral, quadrinhos tendem a estimular a leitura. Ponto. Daí a estimular a leitura de *livros*, quanto mais a de “clássicos”, já é outro papo.
Você não perguntou, mas eu acho igualmente inócuo, quando não contraproducente, *impor* a leitura desse ou daquele livro, desse ou daquele autor como *tarefa*, escolar ou familiar.”
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(*) Todos os grifos são meus.
Mais uma vez, agradeço a todos.
E quero fazer um agradecimento especial: Esta série, de algum modo, me valeu um prêmio - é como eu classifico o que me foi concedido. E que divido com todos.
O nomezinho do meu blog, aqui. Obrigada à La Insignia.

UPDATE: A ne pas rater: O belíssimo post de Ery Roberto em seu blog Infinito Positivo.
20 comments August 31, 2007










