Archive for July, 2007
Desculpem, mas é muito bom ser Meg, assim (UPDATED)
“Tornei-me crítico e minha atividade começa quase sempre nestas lojas. Percorro os lançamentos e escolho um, analiso primeiro os detalhes. Se o autor aparece muito formal na pose, recuso seu produto. Se há enxurradas de elogios, idem. Se a diagramação for excessiva, também aborto a compra. Quando um livro de prosa passa por esta inspeção, leio o primeiro parágrafo. Caso me convença, leio o último. E, por fim, procuro ao acaso alguns diálogos no meio do volume. Se não soarem falsos, eu o adquiro. Com poesia é mais fácil, o mau poema salta quando folheio o livro.” Miguel Sanches Neto. In: “Herdando uma biblioteca”. Sanches Neto, Miguel.Rio, Record, 2004, p. 21-26
Tenho estado esses dias estudando muito, pesquisando muito, lendo mais ainda e num ritmo alucinante. Descobrindo coisas, colocando coisas em ordem, catalogando esquecimentos, colidindo com insensiblidades extra-mares, não só extra-muros.
Mas há pessoas tão maravilhosas que fazem a gente ter prazer de/em ser quem é.
Eu não reconheço em mim qualidades especiais, mas sinto que algum valor eu hei de ter para merecer uma homenagem, que me deixa embaraçada, mas por outro lado, orgulhosíssima.
E eu – que sei (ah! como eu sei!) o que é ser devastada e ser acarinhada, as (more…)
15 comments 30 July 2007
stand by mode.
Hyia!
Vou ficar mesmo, mais alguns dias, sem poder vir aqui.
Então, queridos, é isso, pra aliviar a saudade:
Uma frase que adoro e que gostaria de repartir com vocês:
“Todas as portas estão abertas ou não há portas”
não sei quem é o autor dessa pérola, mas já gosto dele(a)
No mais é ir, claro , claro, no Projeto Volare e lá nas Parcas…As Parcas, as Fiandeiras!
Putz! é tão belo, é tão bonito, que considero um dos pontos mais altos de todo o meu tempo de blogosfera e lá se vão seis anos!!!!
Como é possível tanta beleza e as pessoas não estarem trombeteando essa beleza?
Que inversão, cara, essa nossa: não é o Belo que nos atrai, mas o terrível, ou horrível. tss..tsc…
OMG! As Parcas são formidáveis e terríveis, quem souber que conte a história, o mito. Já vi tantas formas diferentes de se representar essas entidades míticas, poéticas e alegóricas. E que sorte podermos vê-las bem ali, num clic ici, não é?
No mais é ouvir (cantar) esta outra maravilha, ELE é a maior maravilha, mas concedo que um ou outro possa discordar, e lembrar tudo sobre as portas:
“Todas as portas estão abertas ou não há portas“.
Hasta pronto! tiau! arrivederci!
(Torçam por mim, e não aceito menos que “morram” de saudades hein?, ouviram? Bom!;-)
4 comments 29 July 2007
PROJETO VOLARE: palavra, imagem e pensamento

Reinterpretação da Parábola dos Quatro Filhos, Wolloch Haggadá, David Wander, 1988.
Perguntaram uma vez ao Dubner Maggid:
– “Porque razão têm as parábolas um efeito tão grande nas pessoas?”
Ao que o pregador respondeu:
– “Posso explicar contando uma parábola.”
E foi esta a parábola que contou:
Há muitos, muitos anos, a Verdade caminhava pelas ruas, nua como no dia em que nasceu. O povo recusava deixa-la entrar nas suas casas naquele estado. Qualquer pessoa com quem ela se cruzasse fugia a sete pés. Vagueava a Verdade com grande tristeza quando um dia se cruzou com a Parábola, que se vestia com roupas de esplêndidas cores. A Parábola perguntou-lhe: “Diz-me amiga, o que te faz andar tão triste?” Ao que a Verdade respondeu: “É terrível, minha irmã. Sou muito velha e por isso ninguém me liga.”
“Não é por causa da tua idade que as gentes não gostam de ti. Eu também sou velha, mas quantos mais anos passam mais as pessoas me apreciam. Deixa-me dizer-te um segredo: o povo gosta de adornos e encobrimento. Vou emprestar-te algumas das minhas roupas e verás como o povo também vai gostar de ti.”
E assim foi. A Verdade seguiu o conselho e vestiu as roupas da Parábola. Desde esse dia, a Verdade e a Parábola passaram a andar sempre juntas e o povo gosta das duas.
Rabino Yakov Krantz (1740-1804), conhecido como “o Pregador de Dubno” (Dubner Maggid), Ucrânia.
in Jewish Preaching 1200-1800, Marc Saperstein, Yale University Press, 1989.
Retirado do excelente, (mais até, se se pode dizer) blog: Rua da Judiaria.
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Queridos: leiam e comentem, se me querem fazer um agrado, :-) É tão bom ter comentários.
Mas ficarei ainda mais feliz se além dos comentários vocês fossem visitar esta página, criada em conjunto pela minha queridíssima Thata Fabris, uma geninha (está na faixa dos 20, ou seja ‘na aurora da minha vida’, como diria o poeta ) e sou (sou, não sou, Lil’ Tha? madrinha do PROJETO VOLARE, criado por ela e por um grupo de pessoas, artistas da palavra (?), que, cada vez mais, se torna mais crescente e numeroso . Gostaria de ter feito uma entrevista para saber e dividir com vocês tudo sobre o projeto. Porém como Thata é muito ocupada, e não quer privilegiar os fundadores do projeto… (uma pena!, não? acham? mas fazer o que?)
Eu, particularmente, acho que tudo, tudo é visual. Na internet, um poema é visual sempre, já que se vê e lê o poema . Então, com exceção da Música praticamente *TUDO* é visual, na nossa cultura, neste estágio em que estamos, principalmente, em que para tudo solicitamos o OLHAR. E somos solictados a OLHAR. E, aparte isso, há aquela história de que uma imagens diz mais que mil palavras, não é CLAUDIO BOCZON e EDUARDO LUNARDELLI, meus dois artistas plásticos mais importantes e interessantes?
(Aliás, o Boczon, está fazendo trabalhos em metal e madeira, creio que mais uma bela parte do capítulo FUSÃO, em ARTE, sobre as PARCAS. Objeto de post na próxima semana, mas nada impede que corram todos para lá. Corram sim, o trabalho vale cada minuto de espera…)
Eu acho que a imagem não diz tudo…e nem pode se desvencilhar da palavra. E vocês? Olhem aí o exemplo da parábola:-). E há também a célebre frase axiomática de Millôr Fernandes a respeito.(*)
Agora quanto às imagens – suas relações com a leitura , com a palavra e com o pensamento , isso será motivo de um post/conversa, pra muito breve.
Saio agora, pedindo imensas desculpas por ter escasseado minhas visitas aos blogs que adoro: estou na reta final de dois projetos, e tenho emails para escrever e responder. Mas estou de olho, em vocês, heins? Como vcs sabem I have connections, I have my people;-)))))). 1. Anyway:: os intervalos de freqüência nas visitas não implicam uma redução de afeto e amizade, OK?
(*)Diz a lenda que foi MIllôr Fernandes, mas pode não ter sido ele, entetanto, diz a lenda que quando lhe disseram pela milionésima vez: “Uma imagem vale mais do que mil palavras”, ele respondeu:
– Tá! Então diz esta frase em imagem.
Pano rápido!
11 comments 27 July 2007





