
Ingrid Bergman e Liv Ulmann piangendo pianissimo na Sonata
Anna e Agnes, a Pietá de Bergman: COMPAIXÃO!(Gritos e Sussurros)

Pelos olhos de Fanny e Alexander.

Saraband, remanescência de Cenas de um Casamento.
No UOL, clique aqui, O blog de cinema da FOLHA de S.PAULO, coitadinhos, comeram mosca:-( não atualizaram, não existe nada a respeito. Mas a Folha como um todo é freguesa (quem sabe, sabe) . Shame on them. Já o Luis Carlos MERTEN, competentíssimo, embora com imensos compromissos, não deixou de atualizar. É o maior, é assim que a gente faz!
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Ingmar, o Possesso.
Ingmar Bergman , a grande obssessão de Woody Allen. E de praticamente todos os diretores de cinema que relataram, descreveram ou representaram relações pessoais conflituosas, ansiosas, atormentadas e, por isso, também, muito fortes e sem a preocupação de redimir o que ou quem quer que fosse. E também, de todas aspessoas, como as pessoas que viveram um tempo que foi o meu: A Morte é um assunto fatal, quero dizer, inelidível, em obras de Bergman, ou a Morte, assim como o Tempo, é apenas uma ilusão metafísica, que despreza a ontologia? Vida, Amor, Morte, e as pessoas ou entendiam ou diziam que entendiam. Gostavam ou diziam que gostavam. Jamais conheci um “serumano , nem uma serumana* que não gostasse de algum “filme do Bergman’”. (”Filme do Bergman” parecia já ser um gênero diferente, isolado, um gênero outro). Dele, que jamais fez concessões em sua condição de realizador. Um dos maiores do Olimpo! Ao lado, claro, de quem? Faça você a sua lista e aposto que ele estará lá.
Ingmar que certo dia deu uma surra (sim, ele bateu feio e forte na ex-mulher) a sublime Liv Ulmann, dizendo que a cena, o take, a tomada, whatever,não saíra do jeito que ele queria. Liv reclamou, mas fez. (O episódio é deliciosos e como eu o entendo)
(Esta, um grande boo para todos, papudos me perdoem, mas parece que só eu registrei no Sub Rosa, e Pedrinho Dória , o Ped reproduziu no seu blog do maravillho NoMínimo.)
INGMAR BERGMAN , nascido a 14 de julho de 1918 em Uppsala, ao norte de Estocolmo, aos 89 anos , na ilha praticamente particular, de Faaro, no Mar Báltico. Ele vivia praticamente isolado do mundo, depois da morte de sua última esposa, a quinta de de uma espécie, a das mulheres mais interessantes do mundo, com quem ele se casou, ou teve um casamento não convencional: Ingrid von Rosen, em 1995.
Você leu a biografia dele? Então, veja todos os filmes que quiser, mas guarde tempo para ler “A Lanterna Mágica“
Então, para não falar essas besteiras, eu reproduzo, com todo o meu pesar, mas como quem se despede de um parente que tivemos por muito tempo em nossa casa. E que em absolutamente *T*U*D*O* o que realizaou, deixou a marca de verdadeiro GÊNIO (ah essa palavra , tantas vezes usada em vão)
Requiem, portanto, para Ingmar Bergmar, e umas palavras de luto enviadas por um grande Amigo, um grande esteta, que ama cinema, música e Artes, e que é um dos melhores escritores que conheço:
As palavras dele, falam melhor do que eu jamais poderia.
Um beijo e fiquem com ele, o escritor: (foi ele que me avisou da passagem do possesso Bergman.
“Eu gostava de uns poucos, raros filmes.Acho que pelo menos 1/3 desse pouco deve ter sido feito por Bergman.Um terço do que houve ou (ainda) há de arte na chamada “Sétima Arte” passou hoje a ser apenas memória e repetição.Dá até vontade de esquecer um pouco o “purismo” voltado à reprodução musical e adquirir um receiver e umas caixas satélites, para sonorizar uma sala voltada aos efeitos surround de cinema.Mas sei que Bergman debocharia de toda essa aparelhagem, assim como de todo desenvolvimento tecnológico do cinema desde os anos 40… som e cor… o que veio depois é dispensável.
Muito abraço,
Habel
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Agora, vem cá, diz pra mim, qual o seu filme preferido do Bergman e por que?
Quem me conhece sabe que amo os filmes do Bergman , e assisti a praticamente todos eles. No meu círculo, digamos de amizades, geramente professores, e outros tipo de ooooooohmaigüdiness de intelequituais, era um programaço ver filme de Bergman no cinema ou em…tee. VHS, lembram de VHS?
Então, meu filme preferido, et pour cause, é Morangos Silvestres. Ops, desculpem, mais que nunca, Freud explica, tsss. tsc… é SONATA de OUTONO(Höstsonaten) Não há como esquecer aquela relação angustiada entre mãe e filha. Expliquei? Pois é, creio que eu disse-me!
(Putz, não encontro nenhuma picture da Liv Ulmann e Ingrid Bergman em “Autumn Sonata”. Vc tem alguma? Se tiver, você me dá? Obrigada!
Reproduzo, por pura vaidade de me ter feito mulher, a mulher que sou, num processo que deve absolutamente tudo a Bergman. Milton diz que Bergman é o maior cineasta de todos os tempos. Eu respondo: (ops..onde foi que eu aprendi a usar tanto o pronome eu?
Dirigindo-me ao cinéfilo Milton Ribeiro, em comentário à sua bela homenagem a Ingmar Bergman:
“Por defeito de formação e mais principalmente, por defeito de profissão, evito ao máximo os superlativos absolutos.Seria então esta, uma das pouquissímas vezes em que eu secundaria palavras como as tuas. Por dever tanto a ele, sendo e aprendendo a ser mulher, sob a ótica de quem nega o que outros negam: a condição de SER ao ser mulher. O que sempre será aterrorizante. Pela visão política de se encarar o o MAL, o horror que pertence à Vida. Pelas angústias inevitáveis e pela compreensão de que somos seres-para-a-morte. Irremissível constatação! Vivi um tempo riquíssimo de contradições e descobertas, e aprendemos com ele que, de forma soberba, nos colocou em contato com a angústia da vida, os tormentos do amor, as impossiblidades de ficar (*patinando*) nas pequenezas e ter um universo mais largo e a mente mais aberta.
GÊNIO, sim, ele era. GÊNIO: esta palavra tão incompreendida e tão inflacionada de sentido.
Mas, com quem quiser, compartilho meu abraço de entendimento e solidariedae.
E uso aqui as palavras de Woody Allen, o cineasta/realizador que teve mais familiaridade com as idéias de Bergman e mais *proximidade* no sentido heideggeriano, do pensamento que ao abarcar algo, tudo abarca:
” …Ingmar Bergman, provavelmente o maior artista do cinema como um todo, desde a invenção da câmera de cinema”
Beautifully said!
Bergman vive!
Maria Elisa Guimaraes
Caso você tenha também, como eu, uma estima pelo filme “Autumn Sonata” SONATA de OUTONO, não perca este blog , que foi uma descoberta de minha amiga querida Isa. Obrigada, querida..(Höstsonaten)